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PFDC recebeu 40 representantes da Educafro em Brasília para discutir cotas

Reunião em 17 abril tratou de concursos, ensino superior e propostas para uniformizar atuação ministerial

Redação POLITICA.NEWS18 de ago. de 2026 · 13h322 acessos📲 Enviar no WhatsApp
PFDC recebeu 40 representantes da Educafro em Brasília para discutir cotas
Reprodução: www.mpf.mp.br

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do MPF recebeu nesta segunda-feira (17) cerca de 40 representantes da Educafro em Brasília para debater políticas de cotas e enfrentamento ao racismo estrutural.

A PFDC avalia expedir novas orientações nacionais e articular-se com o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para uniformizar a atuação em estados e municípios.

No encontro foram discutidos os desafios para garantir a aplicação plena da legislação de cotas em concursos públicos e no ensino superior, com foco em regras que impedem a continuidade de candidatos negros em fases avançadas.

O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Paulo Thadeu Gomes da Silva, disse que a escuta dos movimentos sociais é pilar da PFDC; a procuradora adjunta Paula Bajer afirmou disponibilidade para encaminhar providências.

O fundador e diretor executivo da Educafro, Frei Davi, entregou uma carta com preocupações sobre interpretação das cotas e pediu alteração de “cláusulas de barreira” em concursos de grande porte, citando Caixa Econômica Federal e Polícia Federal.

40 — número de representantes da Educafro presentes

0,56% — ocupação negra entre professores em universidades e institutos federais, segundo a reunião

A PFDC vai levar as demandas à Comissão de Enfrentamento ao Racismo da PFDC e ao núcleo de autocomposição do MPF para buscar soluções por diálogo e conciliação.