Senado ainda é território de homens, brancos e mais velhos
Mulheres são maioria do eleitorado, mas representam apenas 22% das candidaturas

A disputa pelas 54 vagas do Senado em 2026 tem um perfil bastante definido: homem, branco, com ensino superior e mais de 50 anos. Levantamento do Congresso em Foco, com dados do TSE, mostra que 78% dos 314 candidatos são homens, 60,8% se declaram brancos e 79% possuem ensino superior completo.
Se os números revelam pouca diversidade, há pelo menos um dado que chama atenção positivamente: quase oito em cada dez candidatos concluíram o ensino superior. Para uma Casa responsável por votar leis, analisar indicações para tribunais superiores, fiscalizar o governo e decidir questões fundamentais para o país, qualificação nunca é demais.
A diferença mais expressiva está na participação feminina. Embora as mulheres representem 52,8% do eleitorado, são apenas 22% dos candidatos ao Senado. São 245 homens e somente 69 mulheres.
A idade também pesa. Mais de 65% dos concorrentes têm pelo menos 50 anos, com média de 55,5 anos.
Diploma, claro, não é garantia de bom mandato. Mas, diante do tamanho da responsabilidade de um senador, é reconfortante saber que formação acadêmica é regra entre os candidatos, e não exceção.