MPF/BA instala Banco Vermelho e lança campanha contra violência contra a mulher
Cerimônia em Salvador ocorreu em 13/08 e integra ações do órgão no Agosto Lilás, que marca 20 anos da Lei Maria da Penha

MPF/BA instalou o Banco Vermelho e lançou campanha de conscientização em 13/08, na sede do órgão em Salvador.
A ação integra as iniciativas do MPF/BA para o Agosto Lilás e marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, ampliando divulgação sobre sinais de violência.
A campanha da Assessoria de Comunicação do MPF/BA apresenta relatos fictícios baseados em situações reais e expôs textos ao redor do banco sobre violência física, sexual, psicológica, moral e patrimonial.
A cerimônia reuniu o procurador‑chefe Claytton Santos e representantes: Camilla Batista (secretária de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia), Nágila Maria Brito (desembargadora e presidente da Coordenadoria da Mulher do TJBA), Ana Paula de Oliveira (promotora de Justiça, MP/BA), Adriana Manta (juíza do Trabalho, TRT5), Flávio Márcio Albergaria (superintendente regional da Polícia Federal), Vagner da Silva (superintendente regional da PRF), Sérgio Ricardo Goulart (defensor público‑chefe da União na Bahia), Juliana Barbosa (diretora do Departamento de Proteção à Mulher da Polícia Civil) e tenente Arlene Pereira (BPPM).
A procuradora da República Melina Montoya, idealizadora da iniciativa no MPF/BA, disse que o banco usa a cor vermelha para representar o sangue das vítimas e o banco vazio para simbolizar o lugar deixado por mulheres vítimas de violência doméstica ou de gênero.
Melina afirmou que o feminicídio na Bahia raramente acontece de repente e costuma ser precedido por um ciclo de agressões que se intensificam ao longo do tempo.
Antes da instalação, Camilla Batista ministrou a palestra “Nem toda violência deixa marcas: como reconhecê‑las, exercer seus direitos e acessar a rede de proteção?”, alertando para controles sobre roupas, amizades e isolamento, e citou a Casa da Mulher Brasileira de Salvador como serviço disponível.
A campanha inclui o projeto “Oxe, Me Respeite”, aplicado em escolas para desenvolver um olhar crítico de estudantes sobre redes sociais e conteúdos direcionados por algoritmos.