MJSP lança estratégia nacional contra crimes com celulares
No sistema prisional, SENAPPEN aposta em inteligência, operações, tecnologia e capacitação para impedir entrada e uso ilícito de aparelhos.

MJSP apresentou em Brasília, nesta quarta (19), estratégia integrada contra crimes relacionados a celulares.
Operação Última Chamada recuperou 6.052 aparelhos entre 10 e 19 de agosto; 97 prisões em flagrante, 227 estabelecimentos fiscalizados e 33.606 notificações foram registradas.
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) vai impedir a entrada, circulação e uso ilícito de celulares no sistema prisional com inteligência, operações, modernização tecnológica e capacitação de policiais penais.
As Operações MUTE, realizadas de maio até agosto de 2026, mobilizaram 12.709 policiais penais, revistaram 9.890 celas em 295 unidades e apreenderam 2.254 celulares.
O Programa Celular Seguro mostrou queda nos roubos e furtos: de 225.644 no primeiro trimestre de 2025 para 215.589 no primeiro trimestre de 2026, redução de 4,5%.
A modernização tecnológica abrangerá 138 unidades prisionais estratégicas, com investimentos em drones, aparelhos de raio X, scanners corporais, kits de varredura, detectores de metal e pórticos.
Foram destinados 35 aparelhos de raio X a Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso; foram entregues quatro drones, um ao Espírito Santo e três ao Ceará.
“O problema do celular figura como uma das principais questões ligadas à percepção de segurança pública”, declarou o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, na coletiva.
O Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP) inicia atividades em agosto e vai coordenar a Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (RENIPEN) com órgãos estaduais e a Polícia Penal Federal.