Desenrola Adimplentes começa hoje após ajuste que liberou R$3 bilhões
Governo mudou regras a pedido da Caixa e do Banco do Brasil para atrair bancos públicos e privados; programa renegocia dívidas de informais até R$15 mil.

Desenrola Adimplentes começa nesta segunda após mudança nas regras que atenderam pedidos da Caixa e do Banco do Brasil.
Com a alteração, qualquer participante pode combinar capital próprio com funding de até R$3 bilhões disponibilizado pela União para repactuações; antes, só BB e Caixa podiam usar capital próprio.
O programa permite renegociar até R$15 mil em dívidas sem garantia de crédito pessoal de trabalhadores informais com juros de até 1,99% ao mês; hoje essas operações têm taxa média de cerca de 7%.
Podem participar clientes que tenham ao menos quatro parcelas já quitadas e pagamentos em dia ou com atraso inferior a 90 dias; inadimplentes há mais de 90 dias já foram atendidos pelo Desenrola 2.0.
O projeto atrasou por gargalos na regulamentação do Fundo de Garantia de Operações (FGO) e pela série de programas de crédito lançados antes do início do defeso eleitoral, em 4 de julho; a MP que criou o Desenrola Adimplentes foi editada em 29 de junho e sofreu nova MP no último sábado.
Dentro do BB havia preocupação com risco de questionamentos de governança por ser instituição com capital aberto; agora BB e Caixa serão repassadores dos recursos da União e também poderão conceder operações próprias.
Com a mudança, bancos públicos devem começar a operar a linha; o Banco do Brasil afirmou que "mantém diálogo permanente com o Ministério da Fazenda sobre a operacionalização do programa" e a Caixa não se manifestou.
Bancos privados haviam rejeitado a modalidade por público restrito; a Febraban passou de considerar a adesão "tendia a ser mais 'limitada'" para dizer que o desenho final "evoluiu" e aumentou a viabilidade de implementação pelas instituições financeiras.