INSS negou 4,3 milhões de pedidos no 1º semestre; concessões foram 4,2 milhões
Taxa de indeferimento ficou em cerca de 51% enquanto fila acima de 45 dias caiu 80%, para 374 mil em julho.

INSS negou cerca de 4,3 milhões de pedidos no 1º semestre de 2026; 4,2 milhões foram concedidos, taxa de indeferimento cerca de 51% e taxa de concessão 49,5%.
O estoque de processos com mais de 45 dias caiu de 1,882 milhão em janeiro para 374 mil em julho, queda de 80% e menor nível desde janeiro de 2023.
Em julho o INSS registrou 1,658 milhão de análises — maior volume mensal da história; o recorde anterior foi 1,626 milhão em março.
No mesmo mês foram concedidos 846 mil benefícios.
O bônus de produtividade foi criado para pagar adicional a servidores que fazem análises além da jornada, conforme regras e metas do governo.
Em abril Ana Cristina Viana Silveira assumiu a presidência do INSS, substituindo Gilberto Waller Júnior; a nova direção priorizou acelerar análises e reduzir a fila.
O INSS afirma que o aumento nas negativas não resulta da aceleração do trabalho, mas do maior número absoluto de decisões à medida que processos acumulados são avaliados.
Motivos principais de indeferimento em julho: incapacidade não reconhecida pela perícia (benefícios por incapacidade); não atendimento ao critério de deficiência (BPC); falta de comprovação da qualidade de dependente (pensões); não atendimento a legislações específicas (aposentadorias).
Todas as decisões passam por amostragem contínua de auditoria técnica, diz o instituto.
4,3 milhões — pedidos indeferidos no 1º semestre
4,2 milhões — pedidos concedidos no 1º semestre
49,5% — taxa de concessão nos seis primeiros meses de 2026
1,658 milhão — análises em julho (recorde mensal)
846 mil — benefícios concedidos em julho
1,882 milhão → 374 mil — fila acima de 45 dias (jan → jul), queda de 80%
O segurado pode apresentar recurso administrativo em até 30 dias para pedir revisão da decisão.