Ministério da Saúde anuncia IA e tecnologia para ampliar atendimento do SUS na rede privada
Iniciativas apresentadas em Londrina incluem UTIs inteligentes, SAMU integrado e um instituto de emergência no HC-USP.

Ministério da Saúde apresenta inovações com IA que ampliam atendimento do SUS na rede hospitalar privada.
As medidas visam ampliar oferta de média e alta complexidade, incluindo transplantes, oncologia e cardiologia.
Adriano Massuda, secretário-executivo do Ministério da Saúde, apresentou as iniciativas na abertura do Londrina Unity Health, nesta quinta-feira (13), em Londrina (PR); o evento foi promovido pela Unity Health com a Fehospar.
O principal projeto é a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão, estruturada em três eixos: UTIs Inteligentes; Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP; e modernização de hospitais de excelência do SUS.
O primeiro eixo prevê UTIs Inteligentes em 13 estados, com foco em cardiologia e neurologia; inicialmente serão 14 UTIs, sendo seis já em operação.
Está em desenvolvimento a integração com o SAMU Inteligente, que conecta ambulâncias, centrais de regulação e hospitais; o piloto opera em Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).
O Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP será o primeiro hospital inteligente do SUS para urgência e emergência, com 800 leitos e 25 salas cirúrgicas, e incluirá um Centro Nacional de Pesquisa Translacional e Inovação.
O terceiro eixo prevê modernização de hospitais do SUS e serviços inovadores em parceria com Unifesp, Grupo Hospitalar Conceição e INCA.
O Telessaúde e o Cuidado em Rede conectam profissionais e serviços para atendimento remoto e compartilhamento do histórico do paciente; a inteligência artificial apoiará identificação de riscos e decisões clínicas.
Há 1.525 hospitais filantrópicos, com 164.832 leitos; cerca de 73,4% desses leitos estão disponíveis para pacientes do SUS.
Entre 2021 e maio de 2026 foram realizados 157.565 procedimentos de transplante em hospitais filantrópicos, equivalentes a 59,7% dos transplantes do SUS.
Dos 338 estabelecimentos habilitados para atendimento oncológico de alta complexidade, 205 são filantrópicos, ou 60,7% da rede oncológica.
O Londrina Unity Health é um dos principais encontros do setor de saúde do Sul do Brasil e sedia o II Congresso de Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná nesta edição.
Participaram da abertura Rangel da Silva (presidente da Fehospar e do CES/PR), Rodrigo Hasegawa (superintendente do Hoftalon) e o secretário de Estado da Saúde do Paraná, César Neves.
"O SUS se vê diante do desafio de integrar o paciente atendido na unidade básica de saúde com o hospital. Hoje, temos condições de fazer isso de maneira acelerada, com segurança e qualidade no atendimento", afirmou Adriano Massuda durante a abertura.