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Lei da Alienação Parental é acusada de gerar mortes e precisa ser revogada

Autora, doutora em Psicologia, diz que Lei 12.318/2010 legitima retirada forçada de crianças e silencia denúncias

Redação POLITICA.NEWS12 de ago. de 2026 · 09h315 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Lei da Alienação Parental é acusada de gerar mortes e precisa ser revogada
Reprodução: www.brasildefato.com.br

A Lei da Alienação Parental (Lei 12.318/2010) autoriza retirada forçada de crianças e, segundo a autora, aumenta vulnerabilidade infantil.

A autora, doutora em Psicologia e instrutora da Diversando, afirma que a lei precisa ser revogada.

Em 2010, durante audiência pública na Câmara, a chamada “síndrome de alienação parental” serviu de base para a lei, sem dados científicos robustos à época.

A norma passou a subsidiar decisões de guarda que, na prática, reforçam narrativas misóginas e tratam crianças como patrimônio passível de “mudar de dono”.

A lei inclui entre seus motivos a “apresentação de falsa denúncia contra genitor, familiares ou avós para obstar convivência”, o que, segundo a autora, funciona como mordaça a denúncias.

A autora cita casos de crianças que não foram ouvidas: o menino Henry Borel (culpido pela omissão) motivou a Lei 14.344/2022; Bernardo inspirou a Lei 13.010/2014 contra castigos cruéis.

Em agosto de 2026, em Palmas, Gustavo, 3 anos, foi encontrado morto em piscina; laudo apontou hemorragias internas por tortura, e o pai, advogado e político, e a madrasta são os principais suspeitos.

A mãe entregou o filho ao pai para visita de fim de semana por medo de perder a guarda com base na lei da alienação parental, segundo a autora.

A autora afirma que estatísticas anteriores à lei já mostravam abandono parental mais frequente entre homens, com alta incidência de violência doméstica e ações de pensão alimentícia.

Ela alerta para um mercado jurídico e técnico em torno de disputas de guarda, com altos custos de ações judiciais e desigualdade de acesso à justiça em desfavor das mulheres.

Lei 12.318/2010 — cria mecanismos baseados na “síndrome de alienação parental”.

Lei 14.344/2022 — citada em contexto de silêncio a denúncias (caso Henry Borel).

Lei 13.010/2014 — lei que combate castigos cruéis, relacionada ao caso Bernardo.

“Precisa ser revogada”, diz a autora, avaliando que a lei fabrica dor, vingança e reproduz misoginia institucional.

A próxima medida sugerida pela autora é a revogação da Lei 12.318/2010.