Dino diz que “suportou calado” agressões após busca contra fonte de jornalista
Ministro publicou a declaração nesta quinta (13/8) após Alexandre de Moraes autorizar busca contra ex-secretário Raimundo Cutrim

Flávio Dino escreveu nesta quinta (13/8) que “suportou calado” as agressões e injustiças relacionadas às reportagens sobre ele.
A ordem de busca e apreensão contra o ex-secretário Raimundo Cutrim foi determinada na terça-feira pelo ministro Alexandre de Moraes; Cutrim é apontado como fonte do jornalista Luís Pablo.
Em março, Moraes também autorizou busca e apreensão na casa de Luís Pablo, em São Luís.
Dino afirmou que sua atual função de juiz o impede de participar cotidianamente de debates públicos e que, por isso, só se pronunciará de forma excepcional.
O ministro declarou: “Em outras funções podia me pronunciar abertamente, com mais frequência. Agora, isso pode até acontecer, mas muito excepcionalmente. Faz parte do ônus do meu ofício.”
A Polícia Federal informou que, desde novembro de 2025, Luís Pablo publicou conteúdos com fotos e dados do veículo funcional de Dino e que a fonte das reportagens foi identificada após acesso à conta de WhatsAppWeb via notebook do jornalista.
O relatório da PF concluiu que Cutrim forneceu informações e imagens que embasaram a reportagem publicada em novembro de 2025 sobre uso de veículos oficiais por Flávio Dino e familiares.
Associações de imprensa manifestaram preocupação com a decisão de Moraes de investigar o jornalista, que a PF também acusa de perseguição a Dino; a investigação está sob sigilo.
A PF acrescentou que Luís Pablo já foi alvo de investigação em 2017 por suposta prática de extorsão relacionada à divulgação de dados sobre operações policiais.
13/8 — data da declaração pública de Flávio Dino
novembro de 2025 — publicação que motivou a investigação
2017 — investigação anterior envolvendo Luís Pablo