Alexandre de Moraes mira o jornalista Luis Pablo e sua fonte no inquérito das fake news
A atuação do ministro alcançou também a PF e a PGR, e levanta dúvidas sobre sigilo de fonte e liberdade de imprensa

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou medidas contra o jornalista maranhense Luis Pablo e contra a sua fonte no inquérito das fake news.
A atuação envolveu a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, e põe em xeque o sigilo da fonte jornalística e a liberdade de imprensa.
Luis Pablo e sua fonte são investigados após denunciarem o ministro Flávio Dino e a família deste por uso irregular de carros oficiais no Maranhão; o caso se insere numa disputa política local em que o atual governador do Maranhão, antes aliado de Flávio Dino, virou seu inimigo.
O autor da peça recorda que foi o primeiro incluído no inquérito das fake news quando era publisher da revista Crusoé e que, há mais de sete anos, passou por censura, intimidação e depoimento na PF.
O texto afirma que além das ações públicas há telefonemas ameaçadores de ministros do Supremo ou de seus prepostos a diretores de jornais, e que isso produz autocensura na imprensa.
7 anos — tempo desde que o autor sofreu censura, intimidação e depoimento na PF
“O STF não foi fechado por bolsonaristas, mas foi fechado pelo inquérito das fake news”, diz o autor, citando o caso do jornalista maranhense.
O debate sobre sigilo de fonte e liberdade de imprensa deve continuar nos tribunais e na sociedade enquanto o inquérito tramita.