Narrativa eleitoral nasce de pesquisa, monitoramento e repetição
Renata Calonego, da FECAP, diz que campanhas usam segmentação, eventos e redes para definir sobre o que o eleitor vai pensar

Narrativas eleitorais nascem de pesquisa, monitoramento da opinião pública e gestão contínua da informação, diz Renata Calonego, professora de Relações Públicas da FECAP.
Campanhas reagem mais rápido a crises por causa das redes sociais: uma publicação de usuário pode desencadear grande repercussão em poucas horas, exigindo respostas imediatas das equipes.
Assessorias transformam ações de candidatos em fatos com potencial jornalístico por meio de entrevistas, divulgação de pesquisas, eventos, anúncios e coletivas organizadas em momentos estratégicos.
A disputa pela agenda pública usa conceitos de Agenda Setting e Gatekeeping para definir quais assuntos serão discutidos pela sociedade durante a campanha.
A reação a desinformação ocorre em três frentes: checagem rápida dos fatos, produção intensa de conteúdo próprio e fortalecimento da comunicação com a base de apoiadores, diz a professora.
Pesquisas eleitorais servem como monitoramento da opinião pública para identificar temas que mobilizam eleitores, mensagens que geram adesão e assuntos em queda; análises de sentimento nas redes oferecem indicadores quase em tempo real.
Narrativas bem-sucedidas dialogam com preocupações reais dos eleitores — economia, segurança pública, saúde e educação — e se sustentam por repetição, consistência e permanência durante a disputa, explica Renata.
Relações Públicas ganham protagonismo nas campanhas: por trás da construção de narrativas, leitura de pesquisas e gestão de crises está um trabalho contínuo de relacionamento, escuta e busca por credibilidade.