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Move Brasil liberou 11,3% dos R$30 bilhões; validade vai até 15 de setembro

BNDES liberou R$3,44 bilhões para 33,4 mil motoristas; governo admite atraso no fundo garantidor e falha na comunicação

Redação POLITICA.SP19 de ago. de 2026 · 14h033 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Move Brasil liberou 11,3% dos R$30 bilhões; validade vai até 15 de setembro
Reprodução: iclnoticias.com.br

O BNDES liberou 11,3% dos R$30 bilhões do Move Brasil; a validade do programa termina em 15 de setembro.

Foram concedidos R$3,44 bilhões a 33,4 mil motoristas — 27 mil de aplicativo e 6.000 taxistas — e 5% dos beneficiários são mulheres, que têm taxa menor.

O governo aponta baixa adesão dos grandes bancos privados e admite que o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) só entrou em ação duas semanas após o lançamento, além de falhas de comunicação com os trabalhadores.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou que “os bancos têm sido excessivamente restritivos na concessão de crédito” e citou Banco do Brasil e Caixa como líderes nos financiamentos; dos três grandes privados, só o Santander entrou no programa, com números baixos.

O Conselho Monetário Nacional fixou taxas de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres; a taxa média de mercado para financiamento de automóveis é 28% ao ano.

O FGI garante 80% do valor de cada empréstimo, com limite de cobertura de até 30% da carteira do banco destinada ao programa.

O volume semanal de financiamentos cresceu de R$300 milhões nas primeiras semanas para R$700 milhões atualmente; principais financiadores são Banco do Brasil, Caixa e Stellantis; marcas mais financiadas: BYD, Fiat e Chevrolet.

Trabalhadores e concessionárias relataram frustrações: muitos motoristas acreditavam receber crédito mesmo com nome sujo; em Brasília uma vendedora aprovou 12 de 60 propostas; houve relatos de rebaixamento de pontuação após múltiplas tentativas.

O secretário do Mdic, Uallace Moreira Lima, disse que rodar o programa duas semanas sem garantia do FGI “gerou ruído muito grande” entre os trabalhadores.

Até agora não há resposta definida sobre prorrogação do programa antes do prazo de 15 de setembro.