Flávio propõe jornada negociada e não diz que acabará com a 6×1
Programa defende 'negociado sobre o legislado', contratos especiais para jovens e 50+, e banco nacional de vagas

Flávio Bolsonaro propõe jornadas flexíveis negociadas entre trabalhador e empresa, sem prever o fim da escala 6×1.
O programa prevê reduzir gradualmente o custo do trabalho sem retirar direitos, e afirma que o custo de um trabalhador formal chega a cerca de duas vezes o salário recebido.
O texto defende o princípio "negociado sobre o legislado" para que empregado e empresa ajustem condições e cita mães, jovens e pessoas com maior dificuldade de ingresso como possíveis beneficiados.
Para jovens de 18 a 24 anos, a proposta prevê contrato com menor custo na folha; para desempregados com 50 anos ou mais há pelo menos 12 meses, propõe contrato com condições mais atrativas.
O plano também prevê modernizar a intermediação de mão de obra por meio de um banco nacional de vagas conectado aos departamentos de recursos humanos das empresas.
No Senado tramita uma PEC que acaba com a escala 6×1; a PEC foi aprovada pela Câmara em maio, prevê reduzir a jornada de 44 para 40 horas, dois dias de descanso remunerado e implementação gradual em 14 meses, e ainda precisa passar por dois turnos de votação no Senado.