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Fachin tira de pauta julgamento sobre escolha do novo governador do RJ

Decisão adia definição entre eleição direta ou indireta e libera pauta para ação sobre Lei Maria da Penha.

Redação POLITICA.SP19 de ago. de 2026 · 11h322 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Fachin tira de pauta julgamento sobre escolha do novo governador do RJ
Reprodução: www.metropoles.com

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, retirou de pauta o julgamento que decidiria se o novo governador do Rio de Janeiro será escolhido por eleição direta ou indireta.

No lugar, será analisada ação sobre aplicação das medidas protetivas da Lei Maria da Penha a casos de violência de gênero em espaços públicos ou profissionais.

O julgamento sobre o mandato-tampão estava marcado para quarta (19/8) e estava em pauta desde 3 de julho, depois que o ministro Flávio Dino devolveu o pedido de vista.

Até agora o placar no STF está em 4 a 1 a favor da eleição indireta: Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia votaram pelo modelo indireto; Cristiano Zanin votou por eleição direta.

O ministro Cristiano Zanin, relator da Reclamação nº 92.644, votou pela realização de eleições diretas, argumentando que a vacância decorre de causa eleitoral após cassação do diploma e renúncia de Cláudio Castro.

O ministro Luiz Fux abriu a divergência e afirmou que não cabe ao STF, por meio de reclamação, mudar o entendimento do TSE; ele citou o custo e a operação de outra votação.

Até definição do modelo, o desembargador Ricardo Couto de Castro permanece no comando do governo do Rio.

19/8 — data em que o julgamento estava marcado

3/7 — data em que o processo voltou à pauta após pedido de vista

4 a 1 — placar parcial no STF favorável à eleição indireta

R$ 100 milhões — valor citado por Luiz Fux como custo estimado de nova eleição

"Seria inconcebível que, no espaço de seis meses, a população fluminense fosse convocada para duas eleições, com enorme custo financeiro para a Justiça Eleitoral, em torno de R$ 100 milhões", afirmou Luiz Fux.

A próxima movimentação será a análise, pela sessão do STF, da ação sobre a aplicação das medidas protetivas da Lei Maria da Penha a ocorrências em espaços públicos ou profissionais.