Estudo propõe reservar ao menos 20% das cadeiras legislativas para mulheres
Documento divulgado em 13/8 em São Paulo recomenda mudança nas cotas de candidatura para deputados e vereadoras.

Um estudo divulgado nesta quinta (13/8) em São Paulo propõe reserva mínima de 20% das cadeiras legislativas para mulheres nas disputas por deputados e vereadoras.
A proposta inclui mecanismos para transformar candidaturas em representação efetiva, como cotas de resultado e listas fechadas com alternância de gênero.
O estudo "A Democracia Incompleta: Sub-Representação Feminina na Politica Brasileira e Caminhos para a Paridade" foi elaborado pelo Instituto Esfera Brasil e apresentado em São Paulo nesta quinta.
Os autores analisam experiências da América Latina, citando o México, que instituiu paridade nas duas casas do Congresso e alcança 50% de representação feminina, além de eleger Claudia Sheinbaum presidente.
As propostas do documento incluem Transição para Listas Fechadas com Alternância de Gênero, Cotas de Resultado com reserva de cadeiras e auditoria automática de candidaturas para coibir "laranjas".
O estudo também recomenda fortalecimento institucional contra violência política, com comitês de ética para apurar agressões por gênero e raça, e políticas de conciliação entre mandato e vida familiar.
"A implementação depende da vontade política de quem está no poder", afirmou Daniela Matos, uma das elaboradoras do estudo.
A expectativa é que o documento seja distribuído em gabinetes de parlamentares para abrir discussão sobre reforma do código eleitoral.