Durigan diz não ver 'má vontade' do mercado nas expectativas de juros
Ministro afirmou nesta quinta (6) que incerteza internacional e política monetária global explicam reações do mercado

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (6) que não há "má vontade" do mercado financeiro nas expectativas sobre taxas de juros.
Durigan afirmou que o ambiente internacional incerto e a política monetária restritiva no mundo repassam desafios aos preços, citando guerra e choque do petróleo como exemplos.
Em entrevista à Globonews, Durigan disse que o mercado "reage com incerteza" ao olhar para o Brasil, mas também reconhece que o governo zerou o déficit, apesar de críticas às exceções ao arcabouço.
O ministro descartou hipótese de controle de capitais no Brasil e declarou que o governo não gasta mais do que arrecada.
Durigan afirmou que estatais não têm um problema generalizado, mas que o resultado dos Correios impacta as contas; ele também disse que não há discussões sobre regras de vinculação de aumento real do salário mínimo.
Durigan declarou que a "ansiedade" do mercado no momento de eleição afeta decisões e afirmou que a inflação está sob controle, abaixo de 5% e "muito próxima" ao teto da meta.
Durigan previu que o mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva terá a taxa acumulada do IPCA mais baixa desde a criação do Plano Real.
abaixo de 5% — inflação atual, segundo Durigan
quinta-feira (6) — data da entrevista