Comissão debate impasse entre Álya e Destaca na obra da Ponte Joinville
Reunião na Câmara colocou Seinfra, construtora e prestadora frente a frente; paralisação da Destaca ocorreu em 5 de agosto.

Comissão de Urbanismo da Câmara debateu nesta terça (18) o impasse entre a Álya Construtora e a Destaca Engenharia na obra da Ponte Joinville.
O presidente da comissão, vereador Lucas Souza (Republicanos), questionou se o conflito pode comprometer a entrega prevista para outubro de 2027.
A sabatina reuniu o secretário de Infraestrutura Urbana, engenheiro Jorge Luiz Correa de Sá, e o diretor-executivo Paulo Castro, além de advogados das empresas: José Walter, pela Álya, e Jorge Lacerda, pela Destaca.
O advogado da Álya, José Walter, afirmou que a Destaca paralisou atividades em 5 de agosto, que os serviços da Destaca equivalem a cerca de 10% do escopo, e garantiu que o contrato com a Prefeitura não sofreu prejuízos diretos.
O advogado da Destaca, Jorge Lacerda, disse que a paralisação seguiu tentativas de acordo frustradas ao longo de mais de seis meses, que a Destaca não recebeu repasses relativos às suas medições e estima um débito de aproximadamente R$ 15 milhões.
A Destaca propôs uma perícia judicial para apurar valores e relata ter retirado equipamentos e funcionários do canteiro; houve litígio sobre a posse do maquinário, devolvido recentemente com avarias.
Uma vistoria conjunta da Seinfra e da Secretaria de Comunicação no canteiro de obras ocorreu um dia antes da reunião para acompanhar os trabalhos.
A Álya afirmou que toma medidas para normalizar a operação no trecho até o final deste mês e que imprevistos técnicos não devem afetar o cronograma de entrega.
18 de agosto — data da reunião na Comissão de Urbanismo
5 de agosto — paralisação das atividades pela Destaca
10% — participação estimada da Destaca no escopo da obra
R$ 15 milhões — débito estimado pela Destaca
outubro de 2027 — prazo previsto para entrega da Ponte Joinville
"Não houve atrasos nos repasses e o contrato com a Prefeitura não sofreu prejuízos diretos", disse o advogado José Walter durante a sessão.
Próximo passo: Álya pretende normalizar a operação até o final deste mês; a Destaca busca perícia judicial para apurar valores.