Vereadores de Torres cobram CEEE e Corsan após tempestades, prometem medidas
Reclamações na sessão de 10 de agosto citam falta de resposta, postes energizados e buracos; Câmara pode convocar empresas e acionar o MP

Vereadores de Torres questionaram nesta segunda (10 de agosto) a CEEE Equatorial e a Corsan Aegea pela resposta a danos causados por ventos e chuvas na cidade.
Alguns parlamentares afirmaram que a Câmara deve convocar as concessionárias e encaminhar casos ao Ministério Público para buscar reparação financeira e fiscalização.
O vereador Dilson Boaventura (MDB) disse que “mais uma vez a CEEE não atendeu aos chamados de urgência” e reclamou que “as contas chegam e que não são baratas”.
Boaventura afirmou “não saber mais o que fazer em nome da municipalidade” e sugeriu levar o caso ao MP; declarou também que aplicar multas contratuais poderia “recuperar o prejuízo da cidade”.
A vereadora Tenora (MDB) reclamou de postes energizados deixados nas vias e de buracos nas ruas provocados pelos reparos da Corsan, dizendo que a prefeitura e o governo Delci Dimer devem fiscalizar melhor: “Só conversam para fazer maracutaia”.
O vereador Jacques (PP) pediu equilíbrio e propôs que a Câmara e a prefeitura proponham parcerias com CEEE e Corsan para projetar soluções que atendam limitações de ambos os lados.
O presidente da Câmara, Igor Beretta, criticou a performance das empresas em Torres e acusou executivos da CEEE de não cumprirem promessas de retorno aos contatos dos vereadores: “Nós temos que fazer alguma coisa com CEEE através da Câmara”.
Zé Milanez (PL) pediu convocação da Corsan para explicar vazamentos e afirmou, sobre a CEEE, que “nem por telefone se consegue explicação”.
O vereador Moisés Trisch (PT) afirmou que se sente “feliz” pelas críticas às empresas, lembrando que CEEE e Corsan foram privatizadas pelo governo do RS, numa crítica à privatização.
Rafael Silveira (PSDB) sugeriu levar a pauta à Comissão de Infraestrutura da Câmara para verificar contratos, apurar quem fiscaliza CEEE e Corsan e então encaminhar questionamentos ao Ministério Público.
Rafael também propôs que a CEEE disponibilize uma pessoa física em Torres para atendimento presencial, fora dos canais eletrônicos.