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Trabalhadores da educação de Gravataí decretam estado de greve; próxima assembleia é 15/9

A categoria avisa que as aulas seguem, mas dará prazo de 30 dias para contrapropostas da Prefeitura de Luiz Zaffalon.

Redação POLITICA.RS15 de ago. de 2026 · 00h338 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Trabalhadores da educação de Gravataí decretam estado de greve; próxima assembleia é 15/9
Reprodução: seguinte.inf.br

Trabalhadores da educação de Gravataí aprovaram estado de greve em assembleia do SPMG, mantendo aulas, com aviso formal ao governo municipal.

A próxima assembleia está marcada para 15 de setembro, dando 30 dias para que negociações apresentem contrapropostas ou a paralisação seja deflagrada.

O SPMG, presidido por Silvina Peres, afirma que a Prefeitura respondeu que as reivindicações não serão atendidas e que a comissão de negociação não trouxe contrapropostas reais.

O presidente da Câmara, Dilamar Soares (Dila), atuou como intermediador para abrir diálogo entre o sindicato e o prefeito Luiz Zaffalon, mas a trégua foi temporária.

As reivindicações incluem: revogação da obrigatoriedade presencial da hora-atividade; restabelecimento da gratificação de difícil acesso; recomposição salarial de perdas estimadas em 25% com incorporação ao vencimento; e reajuste do vale-alimentação.

Os dados do Ideb 2025 mostram avanço: nos anos finais do Ensino Fundamental, índice subiu de 4,3 para 4,8; nos anos iniciais, subiu de 5,6 para 5,9.

O desempenho do Saeb registrou avanços em Língua Portuguesa e Matemática em ambos os ciclos, e a Prefeitura atribui a evolução a capacitações, infraestrutura e novas diretrizes de gestão.

O SPMG contesta a paternidade das melhorias, afirmando que pontos cortados pela gestão — como hora-atividade e reduções no difícil acesso — não tiveram efeito ainda no Ideb de 2025, mas podem prejudicar resultados futuros.

15 de setembro — data da próxima assembleia geral

30 dias — prazo entre a assembleia e o vencimento do período para negociação

25% — recomposição salarial reivindicada pelo sindicato

O Executivo precisa apresentar contrapropostas detalhadas ou justificar o “não” às demandas, sob risco de desgaste político, educacional e social.

Se a negociação fracassar, a categoria alerta que a greve poderá ser deflagrada após a assembleia de 15 de setembro.