SUS não disponibiliza 12,7% das terapias oncológicas essenciais
Levantamento mostra vacina entre remédios incorporados à lista oficial que ainda não chegam aos pacientes

Quase 12,7% das terapias oncológicas consideradas essenciais permanecem indisponíveis no SUS.
O estudo analisou 112 princípios ativos oncológicos, impactando 71 medicamentos listados simultaneamente pela OMS e pela Rename, além de 23 medicamentos anunciados pelo Ministério da Saúde na nova Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF‑Onco).
Entre as terapias ausentes na prática estão pembrolizumabe, nivolumabe, rituximabe, lenalidomida e acetato de abiraterona.
A pesquisa identificou que 13 medicamentos considerados essenciais pela OMS ainda não foram incorporados à Rename.
Metade das terapias presentes exclusivamente na lista brasileira permanece indisponível mesmo após incorporação ao SUS.
"Quando o tratamento permanece indisponível por anos após essa decisão, cria‑se um descompasso entre o direito reconhecido e a assistência oferecida ao paciente", afirmou o advogado Helder Lucidos.
Raul Canal, presidente da Anadem, apontou que o acesso depende de planejamento, aquisição, logística, distribuição e monitoramento contínuos.
12,7% — terapias essenciais indisponíveis no SUS
112 — princípios ativos oncológicos analisados
71 — medicamentos presentes na lista da OMS e na Rename
23 — medicamentos anunciados na AF‑Onco
13 — medicamentos essenciais da OMS ainda não incorporados à Rename
50% — proporção de terapias exclusivas da lista brasileira que permanecem indisponíveis
É necessário integrar planejamento, aquisição e logística para transformar incorporações em tratamentos efetivamente disponíveis aos pacientes.