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SUS não disponibiliza 12,7% das terapias oncológicas essenciais

Levantamento mostra vacina entre remédios incorporados à lista oficial que ainda não chegam aos pacientes

Redação POLITICA.RS14 de ago. de 2026 · 04h018 acessos📲 Enviar no WhatsApp
SUS não disponibiliza 12,7% das terapias oncológicas essenciais
Reprodução: www.nbnoticias.com.br

Quase 12,7% das terapias oncológicas consideradas essenciais permanecem indisponíveis no SUS.

O estudo analisou 112 princípios ativos oncológicos, impactando 71 medicamentos listados simultaneamente pela OMS e pela Rename, além de 23 medicamentos anunciados pelo Ministério da Saúde na nova Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF‑Onco).

Entre as terapias ausentes na prática estão pembrolizumabe, nivolumabe, rituximabe, lenalidomida e acetato de abiraterona.

A pesquisa identificou que 13 medicamentos considerados essenciais pela OMS ainda não foram incorporados à Rename.

Metade das terapias presentes exclusivamente na lista brasileira permanece indisponível mesmo após incorporação ao SUS.

"Quando o tratamento permanece indisponível por anos após essa decisão, cria‑se um descompasso entre o direito reconhecido e a assistência oferecida ao paciente", afirmou o advogado Helder Lucidos.

Raul Canal, presidente da Anadem, apontou que o acesso depende de planejamento, aquisição, logística, distribuição e monitoramento contínuos.

12,7% — terapias essenciais indisponíveis no SUS

112 — princípios ativos oncológicos analisados

71 — medicamentos presentes na lista da OMS e na Rename

23 — medicamentos anunciados na AF‑Onco

13 — medicamentos essenciais da OMS ainda não incorporados à Rename

50% — proporção de terapias exclusivas da lista brasileira que permanecem indisponíveis

É necessário integrar planejamento, aquisição e logística para transformar incorporações em tratamentos efetivamente disponíveis aos pacientes.