PT não terá candidato ao governo do RS pela primeira vez desde 1980
Edegar Pretto será vice de Juliana Brizola (PDT); decisão visa criar palanque único para Lula no estado.

PT não terá candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul pela primeira vez desde 1980.
Edegar Pretto, candidato do PT em 2022, será o vice na chapa de Juliana Brizola (PDT), formando palanque único para Lula no RS.
A decisão foi tomada em Brasília em acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o dirigente nacional do PT Edinho Silva, o PDT de Carlos Lupi e o PSB de João Campos.
O diretório estadual do PT lançou Edegar Pretto como pré-candidato e insistiu em mantê-lo como cabeça de chapa; a direção nacional interveio e não autorizou candidatura própria.
Em 2022 Edegar Pretto ficou fora do segundo turno por 2,4 mil votos; o PT já governou o RS com Olívio Dutra (1999-2002) e Tarso Genro (2011-2014), e administrou Porto Alegre entre 1989 e 2004.
O PDT apoia candidaturas petistas em 12 estados, incluindo o Distrito Federal, e negociou apoio em duas unidades federativas em troca; a candidatura de Juliana Brizola foi prioridade no Rio Grande do Sul.
O cientista político Rodrigo Stumpf Gonzalez afirmou que o interesse na reeleição de Lula e o eleitorado mais ao centro do PDT no interior do RS motivaram a aliança; Paulo Ramirez afirmou que, desde 2018, o PT privilegia apoiar aliados em alguns estados para favorecer a disputa presidencial.
O presidente estadual do PDT e prefeito de Osório, Romildo Bolzan Jr., e o deputado estadual Valdeci Oliveira, presidente do PT no RS, celebraram a aliança, dizendo que a união amplia a amplitude eleitoral e alinha a eleição estadual com a campanha nacional.