Justiça revoga prisão preventiva de ex-secretária de Canoas, Paula Lopes
Prisão substituída por medidas cautelares; ela foi indiciada na Operação Carrasco em junho

Justiça revogou a prisão preventiva de Paula Lopes, ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas.
A prisão foi substituída por medidas cautelares que restringem atividades com animais e contatos com réus e testemunhas.
Paula é apontada como principal investigada da Operação Carrasco; foi indiciada em junho por maus-tratos, estelionato, associação criminosa e violação de sigilo funcional.
O juízo da Vara Regional do Meio Ambiente considerou a exoneração de Paula como fator que afasta risco de influência política ou administrativa.
Relatório técnico citado na decisão apontou que o Instituto Paula Lopes foi totalmente desocupado e não abriga animais nas áreas internas, canis ou galpões.
A decisão registra que a ré é primária, possui residência fixa na comarca e apresentou comportamento compatível com o andamento regular do processo.
Entre as restrições está a proibição de realizar atividades de recolhimento, transporte, guarda, abrigo ou tratamento de animais domésticos, pública ou privada.
Ela também não pode manter contato com os demais réus e com as testemunhas arroladas, frequentar a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal de Canoas, nem as sedes do Instituto Paula Lopes ou abrigos ligados aos investigados.
Paula está proibida de deixar a comarca por mais de oito dias sem autorização judicial e obrigada a comparecer mensalmente em juízo para informar suas atividades.
A defesa, por Ismael Schmitt, declarou que “a decisão é justa” e disse que Paula demonstrará sua inocência no trâmite do processo.
Ela deverá cumprir imediatamente as medidas cautelares impostas pela Vara Regional do Meio Ambiente.