Governo da Colômbia nega ter rejeitado ajuda pós-terremoto por ideologia
A emergência é o primeiro teste para o presidente Abelardo de la Espriella, empossado há seis dias.

Governo da Colômbia nega ter recusado ajuda pós-terremoto por motivos ideológicos.
A emergência é o primeiro teste para o presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há seis dias.
A oposição afirmou que o governo aceitaria contribuições apenas de países alinhados ideologicamente; a chancelaria negou essa versão.
O ministro Omar Bula listou países cujas ofertas de ajuda estão sendo aceitas: México, El Salvador, República Tcheca, Alemanha, Luxemburgo, Espanha, Portugal, Catar, Israel, Índia e Chile.
O diretor da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres, David Tamayo, informou que a Colômbia aceitou equipes de resgate apenas dos Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel.
"Só aceitaremos apoio desses países, que podem nos garantir grupos de busca e resgate reconhecidos pelo sistema internacional", disse Tamayo.
Uma equipe de voluntários mexicanos pediu união nas operações de resgate; Héctor Méndez, 80, presidente do grupo Topos Azteca em Cali, implorou: "vamos trabalhar juntos e tentar resgatar nossos irmãos soterrados".
A Colômbia declarou estado de emergência para enfrentar as consequências do terremoto que atingiu o país dois dias atrás e deixou mais de 110 mortos.