Editorial lista falhas no atendimento a mulheres no RS e pede ações práticas
Relato inclui atrasos e transferências em hospitais de Gramado e espera longa em posto de Nova Petrópolis.

Editorial critica o discurso sobre empoderamento e lista falhas concretas no atendimento a mulheres no Rio Grande do Sul.
Cita lei estadual que garante à mulher que teme agressão o direito de procurar Brigada Militar ou Polícia Civil para pedir preparação para autodefesa.
No Hospital São Miguel de Gramado, dois meses atrás uma mãe com bebê de um mês ficou a noite inteira em uma salinha de recuperação mesmo com documento de internação; há três anos, no mesmo hospital, uma grávida aguardou mais de uma hora na emergência, o bebê nasceu com parada cardíaca e precisou ser levado às pressas a Caxias do Sul; há um ano, no mesmo hospital, uma mulher de 23 anos esperou das 5h às 8h30 na emergência antes de buscar atendimento por conta própria; esta semana, em um posto de saúde em Nova Petrópolis, uma mulher de 90 anos aguardou quatro horas após triagem para ser atendida por uma médica porque o caso não foi considerado grave.
O texto recorda que tivemos recentemente uma mulher de presidente eleita para dois mandatos e critica que a primeira-dama, por ser mulher, possa gastar bilhões em viagens.
Pede que pequenas ações humanas sejam feitas por profissionais de saúde e por homens e mulheres, e que autoridades — presidentes, governadores e parlamentares — incentivem a formação de pediatras e ginecologistas.
Reforça que mulheres trabalhadoras devem ser respeitadas e que devem ser ouvidas em delegacias, na Defensoria, no Judiciário, na escola e, principalmente, no hospital.