PT corta até 75% de repasses a candidatos a deputado horas antes da campanha
Cortes atingem candidaturas no RS e foram anunciados em mensagem no sábado, enquanto disputa sobre o Fundo Eleitoral está em julgamento no TSE.

PT corta até 75% dos recursos prometidos a candidatos a deputado horas antes do início da campanha eleitoral de 2026.
Um candidato que aguardava R$ 800 mil foi avisado que receberá pouco mais de R$ 200 mil; ele já havia gasto cerca de R$ 150 mil em campanha.
A mensagem chegou no sábado (15), horas antes do começo oficial da campanha, e três candidatos do Rio Grande do Sul confirmaram o aviso sob anonimato; outro candidato relatou redução de R$ 500 mil para cerca de R$ 150 mil.
O partido diz que refez os cálculos; as explicações foram desencontradas e a direção estadual do PT não tinha respondido até a publicação.
O corte foi descrito como nacional e linear, atingindo postulantes ao Senado e a Câmara Federal, segundo relatos de candidatos.
O Fundo Eleitoral para 2026 soma R$ 4,9 bilhões; pelo cálculo vigente, o PL lidera com R$ 881,7 milhões e o PT receberia aproximadamente R$ 615,4 milhões.
O julgamento da ação do PT começou no TSE na quinta (13) e foi paralisado por pedido de vista da ministra Estela Aranha; o relator, ministro Nunes Marques, votou pela rejeição da ação.
A divisão do fundo considera: 48% segundo o número de deputados, 15% segundo a representação no Senado, 35% pela quantidade de votos na última eleição, e 2% divididos igualmente entre os partidos; a resolução prevê pagamento em parcela única mediante apresentação de documentos como a ata da executiva nacional.
R$ 4,9 bilhões — total do Fundo Eleitoral 2026
R$ 881,7 milhões — repasse estimado ao PL
R$ 615,4 milhões — repasse estimado ao PT
R$ 800 mil → ~R$ 200 mil — exemplo de corte de 75%
R$ 500 mil → ~R$ 150 mil — outro exemplo de corte
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, advertiu: "não será distribuído nada de 48% para nenhum partido" enquanto a decisão não for concluída.
O próximo passo é a devolução do processo após o pedido de vista da ministra Estela Aranha e a retomada do julgamento para definir a divisão dos 48% do fundo.