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Desenrola 2.0 atrai quase 10 milhões e renegocia R$44,1 bilhões

Lançado em maio, o programa registrava adesão até o final de julho; pesquisadores e dados mostram limites na solução do endividamento

Redação POLITICA.RS16 de ago. de 2026 · 23h325 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Desenrola 2.0 atrai quase 10 milhões e renegocia R$44,1 bilhões
Reprodução: www.tvpampa.com.br

A segunda edição do Desenrola, lançada em maio, somava quase 10 milhões de adesões até o final de julho.

O programa permitiu renegociar R$ 44,1 bilhões em dívidas de famílias e empresas até julho, cifra que mostra alcance imediato do mecanismo.

Pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), Flávio Ataliba Barreto e João Mário Santos de França, afirmam que “um recorde de adesão não é, por si só, evidência de que o problema estrutural do endividamento foi resolvido”.

O desenho do programa oferece descontos de até 90%, tornando atrativa a renegociação de débitos que antes teriam cortes bem menores.

Mesmo após renegociação, a renda disponível para consumo permanece entre os mais baixos da série histórica apurada pela consultoria Tendências, o que limita a recuperação financeira das famílias.

Em julho, o percentual de famílias com dívidas a vencer voltou a subir e alcançou 82%, enquanto entre quem recebe até três salários mínimos (R$ 4.863) a taxa de endividados subiu para 84,9%.

A parcela de contas em atraso entre os que ganham até três salários mínimos subiu para 38,5% em julho, ante 38,3% em junho.

Especialistas alertam que, com Selic de dois dígitos, famílias que renegociam dívidas podem voltar a recorrer a crédito pessoal e rotativo do cartão, mantendo vulnerabilidade financeira.