CPI da Cultura ouve investigados em segunda fase de oitivas
Sessão nesta quinta (13) reuniu testemunhas, produtora e dirigentes sobre contratos da Festa da Colônia de 2025

CPI da Cultura realizou nesta quinta (13) a segunda fase de oitivas sobre contratos da Festa da Colônia de 2025.
A Acanjur investiu R$ 310 mil na festa e foi a única entidade interessada na organização; o produtor Maurício Toggli afirmou que, após a CPI, pode não haver outras candidatas a eventos desse porte.
A comissão é presidida pelo vereador Marcelo D’Avila (Progressistas), tem Mateus Böck (PL) como relator e conta com Ismael Soares (Progressistas), Marlon Wohlenberg (PSB) e Jair Radtke (MDB).
Foram ouvidas a ex-servidora municipal Carla Steinhauss, a ex-secretária da Acanjur Cleia Ellwanger e a extensionista da Emater Sabrina Schunke; Carla disse ter atuado em licitações apenas até 21 de abril de 2025 e afirmou não ter contribuído para o processo.
A secretária de Turismo, Cultura e Cidadania Cleonice Medeiros não compareceu por atestado médico e foi representada pelo advogado Paulo Ribeiro.
Maurício Toggli, representante da MS Produções e produtor de eventos há 28 anos, defendeu a contratação de shows nacionais, detalhou negociações com a Acanjur para a apresentação da Turma do Pagode e explicou a estratégia para manter ingressos entre R$ 40 e R$ 50; também citou contratos de banheiros e segurança.
Marcelo Hitz, presidente da Acanjur, assegurou ter entregue toda a documentação conforme o projeto de patrocínio, detalhou o processo interno de aprovação e declarou que “Todo mundo gostou do evento e ninguém reclamou. A própria Câmara de Vereadores, após a realização da Festa da Colônia, nos enviou um ofício parabenizando. Abriram a CPI e não sei por quê, mas vim para colaborar porque não temos nada a esconder”. Hitz informou também que a Câmara repassou R$ 118 mil à Secretaria de Turismo, Cultura e Cidadania para a contratação de duas bandas.
Lidiane Oliveira, diretora da Secretaria de Turismo, Cultura e Cidadania, descreveu o fluxo administrativo: análise e emissão de parecer, envio ao prefeito, avaliação do jurídico e da licitação antes da assinatura do contrato; ela ressaltou a responsabilidade no trâmite e a integridade da Acanjur.
Durante a sessão houve debate sobre participação na Acanjur: o vereador Marlon Wohlenberg afirmou que o relator Mateus Böck integra a entidade; Böck confirmou ser associado e Hitz comprovou que a esposa de Wohlenberg também consta como associada.