Comunidade rejeita Colégio Tiradentes na Escola Dr. João Fagundes
Assembleia interna aprovou posição contrária; Comissão da Assembleia declarou apoio e encaminhou pedido à Seduc

A comunidade escolar da Escola Estadual Dr. João Fagundes, em Uruguaiana, aprovou em assembleia interna posicionamento contrário à implantação do Colégio Tiradentes nas dependências da instituição.
A criação do Colégio Tiradentes em Uruguaiana foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em dezembro de 2025; a Seduc estuda alternativas desde então e apresentou três cenários de reorganização da rede a partir de 2027.
Na terça-feira, 11/8, a Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia ouviu representantes da escola; a vice-diretora Eleonora Fagundes relatou votação de junho em que a comunidade defendeu a manutenção do atual sistema de ensino.
A direção informou que a escola tem 58 anos, oferece educação pública, inclusiva e em tempo integral, possui 15 turmas do Ensino Médio, curso técnico em Administração e Educação de Jovens e Adultos (EJA).
No ofício GAB/SGGRE/SEDUC nº 030/2026, datado de 6 de fevereiro e assinado pela subsecretária Néri Teresinha Flor de Barcelos, a Seduc apresentou diagnóstico com dados de 2025: 160 estudantes em 13 turmas; 55 no Ensino Fundamental integral, 56 no Ensino Médio integral, 47 no Ensino Médio noturno e 2 na EJA noturno.
A Seduc apontou estrutura da escola: 18 salas de aula, nove usadas para tempo integral; avaliou escolas próximas para transferência e indicou o Colégio Estadual Dr. Roberval Beheregaray Azevedo como a única com salas disponíveis a cerca de 950 metros.
O estudo listou outras cinco unidades próximas — Adir Mascia (~1 km), República do Uruguai (~1,1 km), Dom Hermeto (~1,1 km), Dom Luiz Felipe de Nadal (~1,2 km) e Instituto Elisa Ferrari Valls (~1,2 km — — e observou que o Roberval tem 12 salas no turno da manhã e apenas 2 no turno da tarde, sem Ensino Fundamental integral.
A deputada Sofia Cavedon (PT) apoiou a mobilização, defendeu preservação da escola integral e afirmou que a trajetória da Dr. João Fagundes deveria gerar mais investimentos, não perda de autonomia; pediu que a comunidade seja efetivamente ouvida antes de qualquer definição.
Após os relatos, a Comissão decidiu encaminhar documentos à Secretaria Estadual da Educação em apoio à reivindicação da comunidade escolar.