Cirurgias plásticas mamárias no SUS subiram 54,3% em uma década
Foram 14.213 procedimentos em 2025; total de 90.648 internações entre 2016 e 2025.

Cirurgias plásticas mamárias no SUS cresceram 54,3% entre 2016 e 2025, passando de cerca de 9 mil para 14.213 procedimentos em 2025.
No total, o período registrou 90.648 internações por cirurgias mamárias entre 2016 e 2025.
82,3% das internações (74.619) corresponderam a procedimentos de plástica mamária não estética, incluindo hipertrofia mamária, assimetrias importantes, deformidades congênitas, alterações por doenças e sequelas de tratamentos médicos.
Para reconstrução pós-mastectomia, foram 12.600 internações com prótese e 3.429 internações para reconstrução pós-mastectomia total no período analisado.
O Ministério da Saúde criou, em 2023, uma estratégia excepcional para habilitar hospitais de alta complexidade em oncologia a realizarem reconstrução mamária pós-mastectomia total.
A Lei nº 13.770/2018 determina que a reconstrução mamária seja realizada no mesmo tempo cirúrgico da retirada da mama, quando houver condições técnicas; prevê também reconstrução posterior.
A pandemia provocou queda nos procedimentos: em 2020 foram 4.547 cirurgias, praticamente metade do volume antes da crise; os números voltaram a crescer com a retomada das atividades hospitalares.
A distribuição regional concentra os atendimentos no Sudeste: 56,1% das internações (50.848) entre 2016 e 2025, com São Paulo na liderança (30.265), seguido por Minas Gerais (9.836), Rio de Janeiro (9.115), Rio Grande do Sul (6.000) e Bahia (5.731).
A disponibilidade de reconstrução pelo SUS depende de profissionais, equipamentos e hospitais habilitados para atender a demanda de alta complexidade.