Brasil precisa de estratégia para explorar terras raras, diz diretor do MME
Governo espera aprovação do PL 2780 para consolidar regulação de minerais críticos e transformar reservas em valor.

O Brasil precisa de políticas para explorar terras raras, mas não dispõe de conhecimento amplo sobre o setor, disse Anderson Arruda, diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral do MME.
O governo espera a aprovação do PL 2780, que vai consolidar a regulação de minerais críticos, passo considerado essencial para agregar valor ao minério.
Arruda participou do debate “O Brasil na Agenda dos Minerais Críticos” no Cebri, na zona sul do Rio, nesta semana, e afirmou que, há um ano e meio, empresas estrangeiras tratavam o país apenas como fornecedor de minério.
Ele afirmou que o País tem reservas significativas, produção baixa e precisa de estratégia para transformar potencial em riqueza para a população, alinhando-se ao conceito de soberania trazido pelo presidente.
Ilan Goldfajn, presidente do BID, disse que é preciso assumir mais risco na mineração, garantir sustentabilidade dos projetos e atrair capital com financiamento de longo prazo.
R$ 192,1 bilhões — potencial de acréscimo ao PIB com minerais críticos, segundo estudo citado.
20–30 anos — prazo de financiamento de longo prazo defendido pelo presidente do BID.
"Este conhecimento está na cabeça de poucas cabeças, que não estão disponíveis", disse Anderson Arruda sobre a falta de expertise no país.
O próximo passo é a tramitação e aprovação do PL 2780; Goldfajn recomendou começar pelos minérios em que dá para avançar e dar o primeiro passo.