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Ativistas fazem 1ª Conferência Popular LGBTQIA+ de Segurança Pública em Olinda

Evento reúne organizações neste sábado (15) para formular propostas contra a violência à população LGBT em Pernambuco

Redação POLITICA.RS15 de ago. de 2026 · 04h333 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Ativistas fazem 1ª Conferência Popular LGBTQIA+ de Segurança Pública em Olinda
Reprodução: www.brasildefato.com.br

Dezenas de ativistas participam neste sábado (15) da 1ª Conferência Popular LGBTQIA+ de Segurança Pública de Pernambuco, que começa ao meio-dia no Centro de Cultura Luiz Freire (rua 27 de Janeiro, nº 181, bairro do Carmo, Sítio Histórico de Olinda).

As mesas e grupos de trabalho ocorrem entre 14h e 17h e têm o objetivo de organizar propostas a serem apresentadas aos poderes públicos municipal, estadual e federal para prevenção da violência e garantia de direitos da população LGBT.

O encontro aborda temas como interseccionalidades, participação social, prevenção à violência, acesso à justiça, proteção de crianças e adolescentes, política sobre drogas e sistema de privação de liberdade.

O evento é organizado pelo Observatório LGBTI+ Pernambuco, Movimento LGBT Leões do Norte, Instituto Fuzuê por Direitos Humanos, Centro Raízes e Fórum Popular de Segurança Pública de Pernambuco, e integra a programação da 1ª Conferência Popular de Segurança Pública do Brasil (ConsepBR).

Contam com apoio de Mães da Resistência, Comlesbi-PE, Rede LGBT do Interior de Pernambuco, Candaces, Além das Grades, ABGLT, Antra, Acontece, Centro de Cultura Luiz Freire e Observatório Brasileiro LGBTI+.

O encontro ocorre após sequência de assassinatos de mulheres trans em Pernambuco: em 5 de agosto a bombeira civil transexual Raelly Braz, 30 anos, foi encontrada morta em Camaragibe; duas semanas antes Lorena Raíssa, 25 anos, foi morta em Garanhuns; em fevereiro Samanta, 32 anos, morreu em Trindade — todas foram mortas por homens com quem mantinham relacionamento.

1.700+ — vítimas de crimes violentos contra pessoas LGBTs em Pernambuco entre janeiro e junho deste ano

4 — homicídios contabilizados no relatório parcial (não incluíram os casos de Lorena e Raelly)

6 — estupros (dois contra adolescentes)

199 — casos de lesão corporal por violência doméstica

191 — outros casos de lesão corporal

Interessados em participar devem se inscrever por formulário online.

Próximo passo: as propostas consolidadas serão levadas aos poderes municipal, estadual e federal para pedido de medidas de prevenção e garantia de direitos.