Reestruturação de cooperativas no Recife eleva renda a até R$3.000
Gestão coletiva, equipamentos e regularização fiscal transformaram catadores informais em cooperados com salários mais estáveis

Reestruturação de cooperativas de catadores no Recife elevou rendimentos mensais individuais a até R$3.000.
Antes, rendimentos variavam entre R$200 e R$600; agora cooperados relatam ganhos típicos entre R$1.900 e R$3.000.
A Cooperativa Recicla Torre, fundada há 20 anos no bairro da Torre, adotou gestão coletiva sob a presidente Alexsandra Maria e recebeu investimentos em esteiras de triagem, prensas, elevadores de carga e reforma de galpões.
A mudança incluiu quatro pilares: gestão financeira com rateio igualitário dos lucros; infraestrutura e maquinário; fornecimento de fardamento e EPIs; e regularização jurídica para emissão de notas fiscais e venda direta a empresas.
A prefeitura do Recife e a empresa Ambipar participaram do processo de reestruturação e mecanização, que aumentou produtividade e reduziu a competição interna entre catadores.
A cooperativa Reciclando Vidas também mudou de instalações precárias para espaços estruturados, e cooperados dizem ter ganho poder de compra e estabilidade financeira.
Reyze Kellyane afirma que sua renda subiu de R$400–R$600 para entre R$1.900 e R$2.100; Mateus Emílio, vice-presidente, relata melhora das condições de trabalho desde a mudança de galpão.
R$200–R$600 — faixa de renda antes da reestruturação
R$1.900–R$3.000 — faixa de renda após a reorganização
20 anos — idade da Cooperativa Recicla Torre
"Consegui criar meus sete filhos na reciclagem", disse Alexsandra Maria, presidente da Recicla Torre, sobre sua trajetória após deixar um relacionamento violento.
O próximo passo apontado pelos cooperados é ampliar a conscientização da população e a separação correta dos resíduos domésticos para reduzir contaminação e evitar envio de materiais recicláveis a aterros sanitários.