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Raquel precisa evitar ser capturada pela polarização nacional

A governadora Raquel Lyra (PSD) tenta receber votos tanto de eleitores de Lula quanto de bolsonaristas sem assumir identidade partidária.

Redação POLITICA.PE8 de ago. de 2026 · 23h028 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Raquel precisa evitar ser capturada pela polarização nacional
Reprodução: jc.uol.com.br

Raquel Lyra (PSD) precisa ser alternativa aceitável ao antipetismo sem se transformar numa candidata antilulista.

Dois terços dos votos válidos de Pernambuco foram para candidatos lulistas no segundo turno: Fernando Haddad teve 66,5% em 2018 e Lula obteve 66,93% em 2022.

Raquel é governadora e tenta a reeleição; ela mantém relação administrativa com o governo federal e manifesta gratidão a Lula desde 2022 para justificar votos lulistas sem adesão ao PT.

João Campos (PSB), que preside o partido e reúne apoio formal do PT, tenta vincular diretamente sua candidatura à proximidade com Lula, criando o principal desafio estratégico para Raquel.

A governadora precisa atrair eleitores bolsonaristas sem repetir símbolos, linguagem ou conflitos do bolsonarismo; o eleitor de Flávio Bolsonaro pode votar em Raquel por oposição a João, por avaliação do governo ou por falta de alternativa da direita.

Mendonça Filho (PL) pode funcionar como ponte para parte do antipetismo; Raquel, porém, declarou publicamente que Mendonça não é o candidato de sua chapa, aceitando apoio sem ceder o endereço político da campanha.

O risco é duplo: o bolsonarista pode achar Raquel próxima demais de Lula, e o lulista pode vê‑la sustentada pela direita; se agradar ostensivamente aos dois lados, ela corre o risco de parecer oportunista.

O objetivo central da campanha é evitar a nacionalização do voto: Raquel precisa separar a escolha estadual da escolha presidencial e impedir que o voto para presidente determine automaticamente o voto para governador.