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Prefeitura reforça mutirões no Centro para população em situação de rua em agosto

Atendimentos sociais e de saúde ocorrerão nas praças Maciel Pinheiro e do Derby nos dias 15, 19 e 29, sempre a partir das 8h.

Redação POLITICA.PE13 de ago. de 2026 · 12h058 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Prefeitura reforça mutirões no Centro para população em situação de rua em agosto
Reprodução: jamildo.com

A Prefeitura do Recife ampliou mutirões de assistência social, saúde e redução de danos nas praças Maciel Pinheiro e do Derby em agosto.

As ações ocorrerão nos dias 15, 19 e 29 de agosto, com início sempre às 8h, em alusão ao Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua (19 de agosto).

Profissionais das secretarias de Assistência Social e Combate à Fome e de Saúde levarão o programa Recife Acolhe — banho em trailer móvel, corte de cabelo, doação de roupas e distribuição de alimentos — às praças.

O Consultório na Rua fará curativos, aferição de pressão, atendimento psicológico e aplicação de implantes contraceptivos durante os mutirões.

O programa Novos Horizontes oferecerá acolhimento institucional e acompanhamento do uso de substâncias para pessoas interessadas.

O Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS) opera diariamente com 40 educadores sociais em três turnos para mapear vulnerabilidades e encaminhar demandas à rede do SUAS e do SUS.

Um levantamento de 2023 do Instituto Menino Miguel, da UFRPE, em parceria com a Prefeitura, identificou 1.806 pessoas em situação de rua no Recife.

O diagnóstico de 2023 aponta que 75% são homens, 80% se declaram pretos ou pardos e 30% relatam dependência de álcool ou outras drogas, com maior concentração no Centro e Zona Sul.

A escolha da data remete ao Massacre da Sé, que ocorreu em São Paulo em 2004 e impulsionou a organização do movimento nacional pela população em situação de rua.

15, 19 e 29 de agosto — dias dos mutirões

8h — horário de início das atividades

1.806 — pessoas em situação de rua identificadas em 2023

75% — proporção de homens no levantamento

80% — pretos ou pardos no diagnóstico

30% — declaram dependência de álcool ou outras drogas

40 — educadores sociais que atuam no SEAS