Juros altos, gastos fora de controle e dívida elevam risco para 2027
Projeções e alertas da equipe econômica colocam ajuste fiscal no centro da disputa eleitoral que começa neste domingo.

Juros altos, despesas públicas descontroladas e dívida crescente tornam 2027 um ano difícil para o próximo governo.
Exige ajuste fiscal a partir de 2027: redução de gastos e dos juros para evitar uma crise econômica — e possivelmente política — no país.
A abertura oficial da campanha neste domingo é oportunidade para que candidatos tratem da realidade financeira; os principais concorrentes pouco se manifestam sobre o tema.
A equipe econômica tem sinalizado melhores caminhos ao mercado e alertado que pautas-bomba no Congresso, que elevem gastos, deixariam o país ingovernável em pouco tempo.
O corte de gastos obrigatórios, até agora tabu em gestões petistas, entrou em discussão diante da gravidade do quadro fiscal.
96% do PIB — relação dívida/PIB em 2025
100% do PIB — projeção do FMI para 2027
106% do PIB — projeção do FMI para 2031
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou: "Nós estamos vivendo um momento eleitoral. Precisa ver o que vai ser a eleição e, depois da eleição, abrir quais são as propostas." Ele também disse que programas sociais e benefícios fiscais devem ser revistos para abrir espaço a investimentos.
A expectativa é que o tema esteja presente em entrevistas, sabatinas e debates com os candidatos durante a campanha.