Hospital ligado ao marido de Priscila Krause contesta auditoria do Ministério da Saúde
Casa de Saúde de Garanhuns diz ter documentação e anunciou recursos administrativos e judiciais para provar procedimentos

Hospital de Garanhuns ligado ao marido da vice-governadora Priscila Krause contestou auditoria do Ministério da Saúde.
A Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro anunciou que apresentará esclarecimentos pelos canais administrativos e recorrerá à Justiça contra pontos do relatório; a auditoria apontou 90 sessões de hemodiálise sem comprovação em um universo de aproximadamente 135 mil sessões.
A unidade afirmou que os atendimentos questionados — hemodiálises e cirurgias oncológicas — foram realizados e que possui prontuários, relatórios cirúrgicos, laudos anatomopatológicos e boletins de anestesia que comprovam os procedimentos.
A Casa de Saúde disse que parte das divergências se prende a falhas formais de preenchimento e à ausência de assinaturas em documentos específicos, e que o conjunto dos registros assistenciais de cada paciente deve ser considerado.
A instituição atua há 55 anos na rede complementar de saúde, atende pacientes de Garanhuns e do Agreste Meridional e informou que parte dos pacientes relacionados às sessões questionadas continua em tratamento na própria unidade.
A direção citou auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) concluída em julho de 2025, que, segundo a Casa de Saúde, não identificou prejuízos financeiros pela contratação da unidade, e mencionou decisão anterior do TCE-PE que não teria identificado nepotismo na contratação; um dos sócios é Jorge Branco, marido da vice-governadora Priscila Krause.
55 anos — tempo de atuação da unidade
90 sessões — sessões de hemodiálise apontadas sem comprovação documental suficiente
~135.000 sessões — universo analisado pela auditoria
julho de 2025 — data da auditoria especial do TCE-PE
A unidade manteve que não interfere nas decisões técnico-científicas dos médicos e que apresentará toda a documentação médica exigida para contestar os apontamentos do Ministério da Saúde.