Disputa ao Senado em Pernambuco pode acabar voto a voto
Raquel Lyra tem 68% de aprovação; candidatura avulsa de Mendonça Filho e rachas partidários embaralham a corrida

Eleição para o Senado em Pernambuco fugiu dos padrões: disputa aberta, múltiplos candidatos fortes e sem controle dos palanques.
Aprovada em 68%, a governadora Raquel Lyra aparece em posição de eleger dois senadores, mas a fragmentação mudou esse cálculo.
Estão na corrida os candidatos Eduardo da Fonte e Túlio Gadelha, ligados a Raquel; Mendonça Filho, lançado pelo PL em candidatura avulsa; Humberto Costa, senador e candidato do PT; e Marília Arraes, líder nas pesquisas alvo de rompimento com Álvaro Porto.
Miguel Coelho se ressentiu de ter sido preterido pela União Progressista, insuflou a candidatura avulsa de Mendonça Filho e articula apoios entre prefeitos contra a chapa de João Campos.
A governadora ligou desde segunda-feira para prefeitos pedindo publicarem apoio a seus candidatos; ela declarou nacionalmente que "Mendonça não é nosso candidato a senador da República".
O presidente da Alepe, Álvaro Porto, anunciou rompimento com Marília Arraes e diz estar pronto para subir no palanque de Eduardo da Fonte ou de Mendonça Filho.
O PT busca envolver o presidente Lula para reforçar a candidatura de Humberto Costa, enquanto há menção de que ele contaria com 60 a 80 prefeitos.
Ciro Nogueira afirmou que nunca viu um governador com 68% de aprovação sem eleger seus dois senadores.
"Estamos vivendo em Pernambuco uma disputa de baixa margem de acerto e alta densidade estratégica", disse o cientista político Felipe Ferreira Lima, que aponta quatro ou cinco nomes com real potencial de voto.
68% — aprovação atribuída à governadora Raquel Lyra
mais de 140 — prefeitos que apoiam Raquel, sendo 80 filiados ao PSD
60 a 80 — prefeitos que, diz-se, poderiam apoiar Humberto Costa
A ação imediata foi a governadora pedir publicações de apoio nas redes por parte dos prefeitos; a campanha ainda está começando e as articulações seguem.