Direita rachada em Pernambuco pode beneficiar a esquerda no Senado
Com mais de 70% de eleitores indefinidos, disputa tem três nomes de esquerda e dois da direita/centro-direita.

A divisão da direita entre Mendonça Filho e Eduardo da Fonte pode favorecer a eleição de candidatos da esquerda ao Senado em Pernambuco.
Hoje mais de 70% dos eleitores estão indefinidos; a definição das vagas só deve ocorrer quando a campanha chegar ao rádio e TV.
A esquerda tem três candidatos confirmados: o senador Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (Solidariedade) na chapa de João Campos, e Túlio Gadelha (ex-Rede, PSD) na chapa da governadora Raquel Lyra.
A centro-direita teve reforço do PL ao lançar o deputado federal Mendonça Filho; ele disputa no mesmo campo que o deputado federal Eduardo da Fonte, da chapa da governadora Raquel Lyra.
O presidente Lula aceitou posar em fotos com João Campos, Marília Arraes e Humberto Costa, mas ainda não confirmou ida a Pernambuco no primeiro turno, apesar dos apelos do PSB e de João Campos.
"Essa candidatura de Mendonça ajuda Eduardo pois a direita bolsonarista não estava entusiasmada para ir às urnas... Agora com o nome de Mendonça eles vão sair de casa para votar e aí cravam os dois", disse um deputado do PP.
Apoios de Eduardo da Fonte incluem prefeitos ligados a Raquel Lyra, evangélicos, a estrutura do PP via deputados federais e estaduais, o apoio de Miguel Coelho, beneficiários de emendas na área de saúde e famílias de pessoas com deficiência.
Mendonça aposta em votos de opinião no Recife e na Região Metropolitana, votos bolsonaristas, estrutura concentrada no interior e em Petrolina com o apoio de Miguel Coelho; em 2018 ele perdeu ao Senado por 120 mil votos, para Jarbas Vasconcelos.