CNI critica votação da redução da jornada no esforço concentrado (31/8 a 4/9)
Ricardo Alban pede adiamento e defende negociação coletiva; pautas avançam após acordo entre Lula e Alcolumbre

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelo presidente Ricardo Alban, criticou a tramitação e votação do projeto que reduz a jornada de trabalho durante o período eleitoral.
Alban considerou inoportuna a inclusão do tema na pauta do esforço concentrado do Congresso Nacional, marcado entre 31 de agosto e 4 de setembro, e pediu adiamento.
O presidente da CNI disse que a discussão exige aprofundamento técnico incompatível com a pressão do calendário eleitoral: "Após as eleições teremos condições de discutir com a moderação que o assunto requer. Não é correto que esse processo sofra pressão de momentos eleitorais, porque sabemos que as decisões não virão equilibradas", afirmou Ricardo Alban.
A entidade defende que a negociação coletiva continue sendo o principal instrumento para definir jornadas, garantindo flexibilidade e soluções específicas por setor e trabalhador.
Nos bastidores de Brasília, o avanço da pauta recebeu respaldo após retomada do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); os dois se encontraram três vezes em poucos dias.
O entendimento entre Planalto e Senado encaminhou para análise das comissões a PEC do fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e o projeto dos minerais críticos, segundo a articulação política.
Próximo passo: as propostas serão analisadas nas comissões do Congresso Nacional.