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Apoio a Raquel e João não garante voto duplo ao Senado em PE

Com registral até 15 de agosto e votação em 4 de outubro, alianças regionais divergem dos palanques ao governo

Redação POLITICA.PE11 de ago. de 2026 · 18h023 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Apoio a Raquel e João não garante voto duplo ao Senado em PE
Reprodução: jc.uol.com.br

O apoio a Raquel Lyra (PSD) ou João Campos (PSB) não se traduz automaticamente em votos para os dois candidatos ao Senado em Pernambuco.

O prazo final para registro de candidaturas é 15 de agosto; em 4 de outubro cada eleitor poderá escolher dois senadores, inclusive de grupos diferentes.

Raquel formou a chapa com Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), depois de abrir mão de incluir Miguel Coelho (União Brasil) para acomodar a Federação União Progressista.

Miguel Coelho deixou a chapa oficial e anunciou apoio a Mendonça Filho (PL), dizendo que levará seu grupo ao candidato em todas as regiões do estado.

O Podemos declarou apoio simultâneo a Eduardo da Fonte e a Mendonça; o partido tem 77 candidatos proporcionais e 11 prefeitos.

O Novo apoia Raquel para o governo, lançou Carlos Sant'Anna ao Senado e também fechou com Mendonça para a segunda vaga; o Avante é o único da coligação alinhado aos dois nomes da chapa.

A federação PSDB-Cidadania ficou sem voto unificado: decisão nacional determinou neutralidade na disputa pelo governo, com PSDB ao lado de Raquel e Cidadania com João Campos.

O PL aprovou neutralidade para o governo e lançou Mendonça Filho sem coligação, embora Mendonça tenha elogiado Raquel na convenção; Raquel afirmou "ele não é seu candidato ao Senado" e manteve que já tem dois nomes definidos.

No PSD, o senador Fernando Dueire reafirmou apoio à reeleição de Raquel e confirmou voto em Humberto Costa (PT) ao Senado; o ato reuniu 49 lideranças municipais e o segundo voto do grupo será definido por consenso, com apoio a Mendonça ganhando força.

Na Frente Popular, o presidente da Alepe Álvaro Porto (MDB) rompeu com a campanha de Marília Arraes (PDT); prefeitos e vereadores — Josafá Almeida (PRD), Sandra Paes (Republicanos), Erivaldo Chagas (Republicanos), Duda Lira (PSDB) e César Freitas (PCdoB) — seguem com João para o governo, mas não apoiam Marília para o Senado.