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Aéreas gastaram R$ 5,2 bilhões a mais com combustível desde 28 de fevereiro

Preço do QAV subiu 49% desde o início do conflito EUA-Irã; combustível já responde por 39% dos custos das companhias

Redação POLITICA.PE8 de ago. de 2026 · 23h026 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Aéreas gastaram R$ 5,2 bilhões a mais com combustível desde 28 de fevereiro
Reprodução: jc.uol.com.br

Companhias aéreas brasileiras registraram R$ 5,2 bilhões em gastos extras com querosene desde 28 de fevereiro, início do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Com o aumento, o QAV passou a representar 39% dos custos das empresas, ante 32% antes da guerra.

A Abear, criada por Azul, Gol e Latam, diz que o preço do QAV acumula alta de 49% desde fevereiro, após reajuste de 1,9% (R$ 0,09 por litro) no último dia 1.º.

A entidade afirma que o preço do combustível praticamente dobrou em maio em comparação ao período pré-guerra, gerando gasto extra de cerca de R$ 1,6 bilhão só naquele mês — equivalente ao leasing de cerca de 830 aeronaves.

Em junho, o presidente da Abear, Juliano Noman, afirmou na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados que o gasto a mais com combustível em maio já representa mais da metade do que as empresas pagam com leasing da frota em operação.

Em julho, a Petrobras reduziu o QAV em 14,2% (R$ 0,93 por litro) após três aumentos consecutivos, mas os preços permanecem acima dos níveis anteriores ao conflito.

No fim de julho, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou liberação de R$ 13,2 bilhões em crédito para as três maiores aéreas do país e para a regional Abaeté, sendo R$ 8 bilhões para capital de giro e financiamento a 4% ao ano.

Gol, Latam e Azul poderão contratar até R$ 2,6 bilhões cada; a Abaeté Táxi Aéreo terá acesso a até R$ 8 milhões.

"Estamos dando linhas de crédito para as aéreas atravessarem a guerra no Irã", disse Aloizio Mercadante ao anunciar o programa.

A escalada do conflito elevou temores de interrupção na oferta global de petróleo, especialmente pelo risco no Estreito de Ormuz, rota de cerca de um quinto do petróleo mundial, e impulsionou cotações do barril.

O aumento do preço da energia tende a pressionar a inflação, encarecer transporte de mercadorias e reduzir o crescimento econômico em vários países.