Seminário da Folha sobre o Judiciário tem audiência baixa na internet
Vídeos de 10/8 e 17/8 somam pouco mais de 4,5 mil visualizações e a Folha omitiu o nome do patrocinador após críticas.

Seminário “O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça”, promovido pela Folha de S.Paulo, teve baixa audiência online: vídeo de 10/8 soma ~2,5 mil visualizações e vídeo de 17/8 menos de 2 mil.
Após críticas, a Folha optou por omitir o nome do patrocinador do seminário; a patrocinadora foi a BHP, responsável pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana.
O primeiro dia do evento ocorreu em 10 de agosto; o vídeo ficou oito dias no ar com 69 curtidas no YouTube e audiência em tempo real que mal chegou a cem espectadores; o segundo dia, em 17 de agosto, tinha 51 curtidas até a publicação.
O rompimento da barragem de Fundão, em 2015, causou 19 mortes, o aborto do bebê de uma sobrevivente, deixou mais de 600 pessoas desabrigadas e retirou água potável de 1,2 milhão de pessoas; desde então a BHP busca melhorar imagem por meio de aproximação com empresas de comunicação.
~2.500 — visualizações do vídeo de 10/8 após oito dias no ar
<100 — espectadores em tempo real durante a transmissão ao vivo do primeiro dia
<2.000 — acessos ao vídeo do segundo dia, em 17/8
69 — curtidas do vídeo de 10/8 no YouTube
51 — curtidas do vídeo de 17/8 até a publicação
19 — mortos no rompimento da barragem de Fundão (2015)
>600 — desabrigados pelo rompimento
1,2 milhão — pessoas sem acesso a água potável após o rompimento
O cronista Conrado Hübner Mendes sugeriu que o Legislativo faça o código de ética do STF: “Também é possível fazer um código de ética do STF pelo Legislativo. O Supremo vai gritar, vai (dizer que isso vai) ferir a independência.”
O professor Rubens Glezer, da FGV Direito SP, propôs uma quarentena absoluta para ex-juízes e ex-membros do MP — medida que, segundo a matéria, violaria direitos constitucionais como o livre exercício de profissão e o princípio da dignidade humana.