Pix é permanente; fim não depende de decisão de um governo
Economista Einstein Paniago diz que encerramento exigiria mudanças no Banco Central ou aprovação na Câmara e no Senado

O Pix é parte permanente da estrutura do Sistema Financeiro Nacional e não pode ser extinto por decisão unilateral do Executivo Federal.
Encerrar o Pix exigiria mudança na regulamentação do Banco Central ou alteração legislativa na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
O professor e economista Einstein Paniago afirma que "o Pix não é um programa de governo" e lembra que o sistema foi criado por regulamentação do Banco Central com base na Lei nº 12.865/2013.
Paniago destaca que a responsabilidade pela regulamentação e operação do Pix é do Banco Central, não da Presidência da República ou do Congresso.
O economista afirma que a autonomia do Banco Central torna difícil interferência política: presidente e diretores têm mandatos fixos, não coincidentes com o mandato presidencial, e decisões regulatórias são tomadas de forma colegiada.
O Pix estreou em novembro de 2020 e, entre janeiro e maio de 2026, movimentou cerca de R$ 16 trilhões em 36,3 bilhões de operações, alta superior a 26% ante o mesmo período do ano anterior.
Hoje mais de três quartos dos brasileiros usam o Pix, que já superou dinheiro em espécie e cartões como principal meio de pagamento.
Desde o lançamento, o Pix incorporou Pix Saque, Pix Automático, pagamentos por aproximação e melhorias no Mecanismo Especial de Devolução; o Drex, moeda digital em desenvolvimento pelo Banco Central, será complementar ao Pix.
Paniago alerta que notícias sobre o fim do Pix muitas vezes tratavam da possibilidade de instituições perderem acesso ao sistema por descumprimento de regras de segurança, não do encerramento da infraestrutura inteira.
O economista recomenda checar sempre os canais oficiais do Banco Central, desconfiar de mensagens alarmistas, não compartilhar senhas ou códigos SMS e manter a autenticação em dois fatores ativa nos aplicativos bancários.
Perfil: Einstein Paniago é professor, economista, contador e administrador público; tem doutorado em Direito pelo UniCEUB, mestrado pela PUC Goiás e MBA pela USP, e exerce o cargo de conselheiro federal de Contabilidade (mandato 2026–2029).