MP Eleitoral inspecionou códigos-fonte das urnas entre 5 e 13 de agosto
Auditoria no TSE, feita por servidores da Sppea da PGR, integra o ciclo de transparência antes da lacração dos sistemas

O MP Eleitoral inspecionou, de 5 a 13 de agosto, os códigos‑fonte dos sistemas que serão usados nas Eleições Gerais de 2026.
As inspeções podem ocorrer até setembro, antes da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais.
A análise foi realizada na sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, por servidores da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (Sppea) da Procuradoria‑Geral da República.
Vitor Oliveira, perito em tecnologia da informação, explicou que o código‑fonte define o funcionamento da urna eletrônica e dos demais sistemas eleitorais.
Técnicos verificaram se as instruções implementadas correspondem ao planejado e se usam tecnologias e metodologias adequadas.
O vice‑procurador‑geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, afirmou: "A inspeção é uma etapa prévia essencial para o aperfeiçoamento da integridade e da transparência do processo eleitoral."
O analista Renato Salomão disse que permitir o acesso do MP Eleitoral e da sociedade civil ao código‑fonte demonstra que o TSE "não há nada a esconder" em relação aos sistemas eleitorais.
O Ciclo de Transparência Democrática inclui também o Teste Público de Segurança, auditorias e a cerimônia de lacração, e permite participação de Congresso, partidos, OAB, TCU, instituições de ensino e cidadãos por agendamento.
5–13 de agosto — período da inspeção realizada pelo MP Eleitoral
Até setembro — prazo para realização de inspeções antes da lacração
Participantes autorizados — Congresso Nacional, partidos políticos, OAB, TCU, instituições de ensino e cidadãos
A próxima etapa prática é a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais, que ocorrerá após o período de inspeções.