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Menor número de malária desde 1978: 118.037 casos em 2025

Óbitos caíram de 56 para 39; avanço vinculado à oferta da tafenoquina no SUS desde 2024

Redação POLITICA.NEWS17 de ago. de 2026 · 14h012 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Menor número de malária desde 1978: 118.037 casos em 2025
Reprodução: agenciagov.ebc.com.br

Brasil registrou 118.037 casos de malária contraídos no território nacional em 2025, o menor número desde 1978.

A oferta da tafenoquina no SUS desde 2024 coincide com queda de 30% nas mortes por malária e de 30,7% nos casos graves; óbitos passaram de 56 para 39.

O ministro Alexandre Padilha apresentou os dados nesta segunda (17) no 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em Brasília.

A tafenoquina foi incorporada em 2023 para adultos (16 anos ou mais, ≥35 kg) e ofertada a partir de 2024; a formulação pediátrica, disponível desde março de 2026, atende crianças a partir de 2 anos e ≥10 kg.

Mais de 33.700 pessoas receberam tafenoquina até junho de 2026; 3.920 tratamentos ocorreram em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e 1.446 foram em crianças e adolescentes até junho.

No DSEI Yanomami, 1.515 pessoas receberam tafenoquina; entre março e junho de 2026 as recaídas caíram 61,9% versus o mesmo período de 2025, e, entre janeiro e julho, casos caíram 55% (de 17.000 para 7.600).

A tafenoquina é administrada em dose única e age sobre a forma do parasita que permanece no fígado, reduzindo recaídas e facilitando adesão em comunidades de difícil acesso.

A formulação pediátrica já está disponível em 54 municípios e 17 DSEIs; mais de 2.400 profissionais de saúde foram capacitados para usar o medicamento.

118.037 — casos de malária em 2025 (menor desde 1978)

15% — queda total de casos em 2025 versus 2024

30% — redução nas mortes por malária em 2025 versus 2024

33.700+ — pessoas tratadas com tafenoquina até junho de 2026

"Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história", disse o ministro Alexandre Padilha durante a apresentação em Brasília.

O próximo passo é manter a oferta da tafenoquina, ampliar diagnóstico e seguir as metas do Programa Brasil Saudável para eliminar a malária como problema de saúde pública até 2030.