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Desigualdade ameaça aposentadoria: 6 em cada 10 idosos dependem do INSS

Teto do INSS é R$ 8.475,55; média de benefícios é R$ 3.207,05 — fraudes e violência patrimonial agravam a vulnerabilidade.

Redação POLITICA.NEWS10 de ago. de 2026 · 11h463 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Desigualdade ameaça aposentadoria: 6 em cada 10 idosos dependem do INSS
Wilfredor (CC0) via Wikimedia Commons

Seis em cada dez brasileiros com 60 anos ou mais recebem benefícios do INSS.

O teto da previdência pública é R$ 8.475,55, enquanto a média recebida pela maioria dos aposentados é R$ 3.207,05.

O programa “O relógio financeiro da longevidade”, exibido pela TV Brasil, mostra que longevidade convive com desigualdade: alguns idosos acumulam poupanças; muitos chegam à velhice sem segurança financeira.

O Secretário Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, resumiu a dualidade: “No mesmo país onde temos grupos sociais que estão chegando facilmente aos 80 anos com um acúmulo de poupanças – poupança de saúde, de segurança e financeira – temos também um grupo que não está chegando com nada disso.”

Nina Silva, CEO do Movimento Black Money, afirmou que trabalhadores pretos e pardos recebem cerca de 40% a 45% a menos que brancos, o que leva essa parcela a aposentadorias no piso mínimo.

Franciely Almeida, coordenadora‑geral do Disque 100, informou que em 2025 foram registradas mais de 59 mil denúncias de violações patrimoniais envolvendo idosos, e neste ano já são mais de 19 mil.

A reportagem traz o exemplo do servidor público Flávio Amorim: a mãe dele, professora aposentada, teve cinco empréstimos consignados feitos em seu nome que somaram R$ 370 mil.

Para enfrentar o problema, a solução apontada inclui ampliar a educação financeira para idosos, reduzir golpes e violência patrimonial e “gerar capital dentro da comunidade”, segundo Nina Silva.