Debatedores pedem que SUS acelere oferta de tratamentos para HPN
Audiência no Senado cobrou disponibilização do ravulizumabe e avaliação de outras três tecnologias pela Conitec

O acesso a novas terapias para Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN) no SUS foi defendido em audiência pública nesta quinta-feira (15).
A incorporação do ravulizumabe ao SUS foi decidida em 2024, com prazo de 180 dias para efetivar a oferta, mas o remédio ainda não está disponível na rede pública.
A audiência foi requerida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e reuniu a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e a Comissão de Direitos Humanos (CDH) no Senado.
Participantes afirmaram que atualmente apenas o eculizumabe é disponibilizado pelo SUS; ravulizumabe já foi incorporado, mas não entregue; outras três opções estão em análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Natan Monsores de Sá, representante do Ministério da Saúde, disse que a pasta avalia eficácia, oferta e preços das tecnologias e destacou a necessidade de ampliar diagnóstico e atendimento a pacientes com HPN no SUS.
A hematologista Joana Corrêa de Araújo Koury afirmou que 7 em cada 10 pacientes não tratados morrem em até 10 anos e que a incorporação do eculizumabe reduziu mortalidade, mas é preciso mais opções para qualidade de vida.
A hematologista Viviani de Lourdes Rosa Pessoa explicou que eculizumabe exige infusão a cada 15 dias, enquanto ravulizumabe pode ser administrado a cada oito semanas, o que impacta rotina escolar, social e profissional dos pacientes.
Maria Cecília Oliveira, presidente da Afag, defendeu que a oferta de vários medicamentos permite tratar pacientes com respostas distintas e pediu aprovação das três tecnologias em avaliação pela Conitec.