Candidatas ao Senado sobem para 69 e chegam a todos os estados
Em 2026, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa; mulheres representam 22% dos concorrentes ao Senado

O número de mulheres candidatas ao Senado subiu para 69 nas eleições de 2026, presente em todos os 26 estados e no Distrito Federal.
Em 2026 estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado, com eleição de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal.
O total de 69 supera 58 em 2022 e 62 em 2018, um aumento de 19% sobre 2022 e de 11,3% sobre 2018.
Apesar do crescimento absoluto, as mulheres representam 22% das candidaturas ao Senado em 2026; os homens correspondem a 78%.
A maior concentração de candidatas está no Rio Grande do Norte, em Santa Catarina e em São Paulo, com cinco mulheres disputando o Senado em cada um desses estados.
Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Sergipe e Tocantins têm apenas uma mulher candidata ao Senado cada.
Esta é a primeira vez desde 2014 que todos os estados registram ao menos uma mulher candidata ao Senado; em 2018 Acre, Bahia e Tocantins não tinham candidatas.
A cota partidária de 30% de cada gênero não se aplica às eleições majoritárias para o Senado, mas a Constituição exige que partidos destinem no mínimo 30% dos recursos de campanha e do tempo de rádio e TV às mulheres, e que a distribuição siga a proporção de candidaturas se esta ultrapassar 30%.
A bancada feminina atual soma 15 senadoras; quatro senadoras eleitas em 2018 tentam reeleição em 2026: Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Zenaide Maia (PSD-RN).
Também disputam Mandato como titular Margareth Buzetti (Mato Grosso), suplente que assumiu mandato na legislatura atual.
Candidatas que tentam retorno ao Senado incluem Rose de Freitas (MDB-ES), Roseana Sarney (MDB-MA), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Benedita da Silva (PT-RJ), Marina Silva (Rede-SP) e Simone Tebet (PSB-SP).