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Estatuto do Aprendiz sai da pauta no Senado; 500 mil contratos correm risco

Febraeda e CIEE alertam que emendas reapresentadas e mudanças em categorias profissionais podem reduzir vagas de aprendizagem.

Redação POLITICA.TO17 de ago. de 2026 · 14h322 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Estatuto do Aprendiz sai da pauta no Senado; 500 mil contratos correm risco
Reprodução: tribunadoplanalto.com.br

Projeto do novo Estatuto do Aprendiz (PL 6.461/2019) foi retirado da pauta do Plenário do Senado depois de aprovado na CAS.

A Federação Brasileira de Associações Socioeducacionais de Adolescentes (Febraeda) e o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) alertam que dez emendas reapresentadas podem reduzir a base usada para calcular vagas, ameaçando contratos.

O PL reorganiza a legislação de aprendizagem profissional para adolescentes, jovens até 24 anos e pessoas com deficiência; foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais e retirado da pauta na quarta-feira (12).

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a retirada ocorreu após acordo entre parlamentares, por haver ressalvas sobre categorias profissionais e pontos que poderiam dificultar cumprimento pelas empresas.

Antônio Pasin, superintendente da Febraeda, disse que alterações que reduzam o alcance da política podem “demitir 500.000 adolescentes e jovens” e impedir oportunidades futuras.

O texto prevê medidas que podem ampliar contratações: permite que estabelecimentos com até sete empregados contratem facultativamente um aprendiz; defensores estimam potencial para pelo menos 1 milhão de novas vagas.

O Estatuto também prioriza adolescentes em situação de vulnerabilidade, regulamenta contratação facultativa pela administração pública direta, autárquica e fundacional, e estabelece requisitos de infraestrutura, recursos humanos e carga horária mínima.

500.000 — contratos de aprendizagem que, na avaliação da Febraeda, podem ser colocados em risco

1.000.000 — oportunidades potenciais que a flexibilidade para empresas de até sete empregados poderia abrir

93% — parcela dos CNPJs ativos representada por empresas com até sete empregados, segundo defensores do PL

Humberto Casagrande, CEO do CIEE, afirmou que o PL 6.461/2019 “não cria novas obrigações, não gera custos, não inclui novos setores”, e que a proposta atualiza e consolida regras existentes.

O projeto permanece no Senado e poderá voltar ao Plenário após negociações; o senador Esperidião Amin pediu prazo para apreciação e Alcolumbre disse que, havendo consenso, a proposta pode entrar no esforço concentrado da semana que começa em 31 de agosto.