ELEIÇÕES 2026Faltam 46 diasCandidatos →
InícioEleições
Eleições

Top 5 presidenciáveis concordam: processar minerais críticos no Brasil

Lula, Flávio, Renan, Romeu Zema e Ronaldo Caiado querem agregar valor a nióbio, terras-raras e grafita no país.

Redação POLITICA.SP19 de ago. de 2026 · 06h322 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Top 5 presidenciáveis concordam: processar minerais críticos no Brasil
Reprodução: www.poder360.com.br

Candidatos mais bem colocados nas pesquisas — Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) — defendem processar minerais críticos e terras-raras no Brasil.

O objetivo prático é atrair investimentos para cadeias produtivas mais complexas, com propostas concretas de crédito, parcerias e marcos regulatórios diferentes por candidato.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registra o Brasil com 66% do nióbio mundial, atrás da China em terras-raras, 2ª maior reserva de grafita e 3ª de ferro, manganês, estanho e níquel.

Lula inclui processamento de minerais em sua política de industrialização, usa o termo “soberania tecnológica”, cita possível atuação do BNDES com créditos direcionados e o Programa Conhecimento Brasil para repatriação de cientistas.

O plano de Lula também aponta o Nordeste como potencial polo industrial eletrointensivo, por causa da abundância de energia renovável: “Vamos transformar a região em um polo de atração de plantas industriais eletrointensivas”, diz o texto.

Flávio Bolsonaro propõe que a iniciativa privada lidere investimentos em semicondutores, baterias, turbinas eólicas e veículos elétricos, com o Estado como regulador e coordenador, não empresário.

O projeto de Flávio fala em acelerar licenciamento, direitos minerários, equacionar linhas de crédito e “estabelecer parcerias internacionais com todos os países que queiram a cooperação do Brasil, sem preconceitos ou ranços ideológicos”.

Renan Santos dedica capítulo às terras-raras, chama o tema de questão de Estado e propõe acordos bilaterais com EUA e UE, ZEEs, integração a cadeias de semicondutores, e instalação de planta-piloto de separação e refino em 2029 e 2030.

O plano de Renan prevê mobilizar cerca de R$ 20 bilhões em 10 anos, com 50% do BNDES, 35% de agências norte-americanas, 10% de fundos verdes europeus e 5% de capital privado.

Renan também propõe criação do FGAM, simplificação do licenciamento ambiental, e uma PEC para declarar terras-raras questão de segurança nacional; o FGAM depende da aprovação do PL dos Minerais Críticos em discussão no Legislativo.

As divergências: Zema e Flávio privilegiam protagonismo privado; Lula, Caiado e Renan defendem maior coordenação estatal, com variações em crédito público, parcerias internacionais e contrapartidas tecnológicas.

Próximo passo concreto: o PL dos Minerais Críticos segue em discussão no Legislativo, e sua aprovação pode viabilizar fundos como o FGAM e marcos legais previstos para 2027 e 2028.